wordpress stat
Receita de Bolo de Alfarroba

Pôr o coração num bolo

bolo de alfarroba

Não sou uma pessoa de dias disto ou daquilo. Para mim há o Natal, a Páscoa e os dias de aniversário, que são os mais importantes. Também gosto dos dias em que mudam as estações (principalmente quando começa o Verão), do dia de S. João e do dia da criança, porque é de todos e é sempre bom lembrar.

Ainda assim, acho graça a toda a euforia à volta destas comemorações e o dia de S.Valentim não foge à regra, com corações de todos os tamanhos, proporções e cores a navegarem na internet e pares apaixonados a jantar à luz das velas.

Quando vou para a cozinha, penso em ti e neste dia. Penso sempre em ti, todos os dias, e hoje é dia dos namorados. Sorrio e encho o meu coração com todas as coisas que já vivemos juntos, ponho-as num bolo de alfarroba com a certeza que vais sorrir também.

Ver receita

Receita de Bolo de chocolate com recheio de bolachas caramelizadas

Dia de aniversário

leonor de sousa bastos

No meu plano há o bolo de chocolate com as velas acesas dos meus anos, relógios sem ponteiros e todas as flores que ainda não trouxe a Primavera.

Por hoje, o mundo é uma criação minha.

Ver receita

Receita de Bolo de ananás e maçã

Chove torrencialmente nas Caraíbas

tarte_ananas_06

Seria algo impensável, para mim, vestir um fato de treino por cima do pijama e fechar-me dentro de um casaco de carapuço mas, e para não deixar de me surpreender, foi exactamente o que eu fiz. Não me apetece nada sair, mas preciso de ir a uma mercearia comprar uns quantos ingredientes para bolos e parece que há uma do outro lado da rua.

“Chove torrencialmente nas Caraíbas, no tempo em que os Homens eram aborígenes e subiam ao tronco das árvores”- disse-me tantas vezes o meu pai. Não há um dia de chuva em que não pense nisto, por dentro, como no poema de José Gomes Ferreira recitado com emoção e na minha vontade de chorar (que ainda chora) de o ouvir dizer-mo assim.

Estanco à entrada do prédio a avaliar a distância da minha corrida. (Antes estivesse nas Caraíbas, mas resta-me o pior da história). Consigo a proeza de não pôr nenhuma pata na poça, o que já é bom, mesmo tendo chegado completamente encharcada.

Não sei se sou apenas eu que me sinto lastimável, ou se são os olhos arregalados da mulher, encostada aos tabuleiros da fruta. Tudo é cru neste cenário feito de prateleiras, compridas pela falta de coisas e trémulas sem o peso delas. Para além do açúcar branco, da farinha para bolos, alguns frascos de feijão e umas quantas latas de conservas, há pacotes de bolachas que eu podia jurar que já nem existiam. Lá ao fundo, a massa de letras que a minha avó punha na canja e que eu juntava em palavras na borda do prato, arroz carolino, garrafas de água do Lidl marcadas a mais uns cêntimos e uma grade de cerveja. De frescos, restam três caixas de maçãs Golden já com as primeiras rugas, meia dúzia de pêras Rocha e uma cesta de laranjas poeirenta…

Pago algumas maçãs e uma resignada lata de ananás em calda. Ganho consciência da vida e não peço mais nada. Na cozinha, tudo se transforma…

Ver receita

Receita de Pudim de pão, coco e chocolate

Pão, coco e chocolate

pudim_pao_chocolate_01

É bom estar viva porque posso comer pudim de pão, coco e chocolate.

Ver receita

Receita de Bolo de chocolate, amêndoa e pêra

Uma batedeira e um bolo

bolo_chocolate_pera_1

Há objectos especiais. Coisas tão vivas que parece que respiram e pelas quais nutro um imenso carinho. São as minhas bonecas, confidentes do meu mundo encantado e cúmplices em todas as minhas histórias.

Há o rapa que um dia emprestei ao Oriol Balaguer, as formas da minha avó Leonor e alguns livros e cadernos de receitas antigos que me têm acompanhado ao longo deste caminho. Assim mesmo, a minha batedeira é A F-A-V-O-R-I-T-A, escrita sempre com maiúsculas e com uma enorme vantagem em relação às demais.

É uma Kenwood de pé, meia branca, meia descascada e que entretanto funciona com uns ganchos comprados a um preço ridículo pelo ebay. Mais do que isso, é uma batedeira com a qual tenho uma relação especial.

Foi na casa que aluguei em Palma quando fui estudar cozinha, que a descobri por acaso. (Há tanto tempo que queria ter uma assim…) Estava perdida à minha procura, no meio dos caixotes do arrumo, e é inevitável que não tenha por ela o sentimento de ter encontrado algo que estava à minha espera, como um destino ou uma coincidência estranha.

Gosto quando estamos as duas na cozinha porque não precisamos de falar para (de)bater sobremesas durante horas. Faz um merengue fantástico e mousses de lamber os dedos. Juntas começamos o Flagrante Delícia…o que é que posso dizer mais? É amor, como um bolo de chocolate partilhado.

Ver receita

« Página anteriorPágina seguinte »

    Translation



  • Últimos posts

  • Receitas por categoria

  • Arquivos