Um crumble para dois

Gosto do nosso silêncio telepático, do mundo que parte e regressa num abraço a casa.
Gosto de beber pelo teu copo e da partilha da sobremesa…

Crumble de cacau, avelã e maçã
Para 8 a 10 pessoas
5 a 6 maçãs (aproximadamente 1 kg)
120 g de farinha de trigo
20 g de cacau
140 g de avelãs tostadas
130 g de açúcar
150 g de manteiga amolecida
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Descascar, descaroçar e partir em cubos as maçãs.
Colocar sobre uma forma refractária.
Cortar as avelãs em pequenos pedaços.
Misturar a avelã com a farinha, o açúcar e o cacau.
Juntar a manteiga e misturar com os dedos até obter uma massa granulosa.
Colocar a massa aos pedaços sobre a maçã.
Cozer durante aproximadamente 30 minutos.
Servir morno ou frio.
Uma carta ao Pai Natal…

Alguém me escreveu com este pedido, para agradar à mãe no Natal…
Deixo aqui o meu presente sem embrulho… que os laços se façam à mesa!
Bolo Pudim
Para uma forma de pudim de 14 cm de diâmetro:
Caramelo:
125 g de açúcar
30 ml de água
Pudim:
3 ovos
150 g de açúcar
120 ml de nata
140 ml de leite
Pau de canela, casca de limão ou baunilha
Bolo:
3 claras
47 g de manteiga amolecida
47 g de farinha com fermento
94 g de açúcar
Pré-aquecer o forno a 180ºC
Caramelo:
Misturar a água com o açúcar, num tacho de fundo pesado.
Levar ao lume até que o açúcar caramelize.
Retirar do lume e deitar o caramelo numa forma de pudim.
Mover a forma de modo a que a base e as paredes estejam cobertas de caramelo.
Reservar.
*o caramelo nunca se deve mexer.
Pudim:
Ferver o leite e a nata com os aromatizantes.
Deixar infusionar por alguns minutos e coar.
Misturar os ovos com o açúcar.
Verter o leite e a nata sobre a mistura de ovo.
Bater até que esteja um preparado homogéneo.
Verter no fundo da forma.
Bolo:
Bater as claras em castelo.
Bater a manteiga com o açúcar até que fique esbranquiçada e cremosa.
Incorporar a farinha peneirada e as claras em castelo, alternando-as com movimentos suaves.
Verter a massa de bolo sobre o pudim, com cuidado, alisando a superfície no final.
Colocar a forma sobre um tabuleiro com água e cozer durante 50-60 minutos.
Não tapei a forma de pudim. Quando o bolo começou a ganhar crosta, cobri a superfície com papel de alumínio para não queimar.
Desenformar o pudim frio!
Nota: Adaptei este bolo pudim da avó Leonor com um outro bolo, que adoro. Apesar das medidas parecerem estranhas foram o resultado de uma adaptação do bolo de claras, já aqui publicado.
Para quem me pediu a solução para as claras que sobravam do creme de gemas, pode fazer apenas o bolo, polvilhá-lo com açúcar em pó e decorar com amêndoa torrada laminada… garanto que é um excelente aproveitamento!
Regresso em silêncio

As palavras têm milhas de distância. Ficaram perdidas algures no caminho…

Pudim para mim
Para 4-6 pessoas (forma de 14 cm de diâmetro):
Caramelo:
125 g de açúcar
30 ml de água
Pudim:
150 g de açúcar
6 ovos
60 ml de sumo de limão
½ colher de café de canela
150 g de compota (usei de pêssego)
5 g de maizena
10 g de manteiga derretida
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Preparar um recipiente para cozer o pudim em banho-maria.
Caramelo:
Misturar a água com o açúcar, num tacho de fundo pesado.
Levar ao lume até que o açúcar caramelize.
Retirar do lume e deitar o caramelo numa forma de pudim.
Mover a forma de modo a que a base e as paredes estejam cobertas de caramelo.
Reservar.
Pudim:
Triturar a compota até que fique homogénea.
Misturar todos os ingredientes.
Passar a mistura por um coador, desfazendo bem a maizena e a canela com a ajuda de uma colher.
Deitar o preparado na forma caramelizada.
Encher o recipiente com água de modo a que metade da forma fique imersa.
Cozer durante 1 hora/ 1 hora e meia ou até que o pudim esteja firme.
Café para a sobremesa

Recém-moído e com todo o aroma…

Panna cotta de café com toffee de laranja e iogurte de chocolate
Para 10 pessoas:
Panna Cotta de café
750 ml de nata com um 35% de matéria gorda
3 folhas de gelatina (6 g)
120 g de açúcar
100 g de grãos de café
Infusionar os grãos de café em frio na nata durante 24 horas.
Coar a nata para retirar os grãos de café.
Lavar bem as folhas de gelatina e hidratar em água fria.
Aquecer a nata e retirar do lume.
Dissolver o açúcar na nata e depois as folhas de gelatina.
Repartir a panna cotta por 10 copinhos.
Refrigerar no mínimo 4 horas ou até que estejam firmes.
Iogurte de chocolate:
250 g de iogurte natural
100 g de chocolate negro com 70% de cacau, partido em pedacinhos
Derreter o chocolate em banho-maria.
Misturar com o iogurte natural e refrigerar até que esteja completamente frio e espesso.
Toffee de laranja:
225 g de nata
112,5 g de açúcar
Raspa de 1/2 laranja grande
Caramelizar o açúcar em seco (levar o açúcar ao lume e mexer até que caramelize).
Misturar a nata quente (a nata deve estar quente para que não saplique).
Misturar a raspa de laranja e refrigerar até que esteja completamente frio.
Montagem:
Repartir o toffee pelos copinhos de panna cotta.
Colocar por cima, uma colher generosa de iogurte de chocolate.
Terminar com cacau em pó.
(esta receita foi também publicada no blogue “Mundo das Mulheres“, da Sic Mulher)

Verão azul

Mergulho no céu imaculadamente azul deste último dia de verão e brindo com duas receitas que guardam o tempo quente…
Receita para fazer o azul
Se quiseres fazer azul,
pega num pedaço de céu e mete-o numa panela grande,
que possas levar ao lume do horizonte;
depois mexe o azul com um resto de vermelho
da madrugada, até que ele se desfaça;
despeja tudo num bacio bem limpo,
para que nada reste das impurezas da tarde.
Por fim, peneira um resto de ouro da areia
do meio-dia, até que a cor pegue ao fundo de metal.
Se quiseres, para que as cores se não desprendam
com o tempo, deita no líquido um caroço de pêssego queimado.
Vê-lo-ás desfazer-se, sem deixar sinais de que alguma vez
ali o puseste; e nem o negro da cinza deixará um resto de ocre
na superfície dourada. Podes, então, levantar a cor
até à altura dos olhos, e compará-la com o azul autêntico.
Ambas a s cores te parecerão semelhantes, sem que
possas distinguir entre uma e outra.
Assim o fiz – eu, Abraão ben Judá Ibn Haim,
iluminador de Loulé – e deixei a receita a quem quiser,
algum dia, imitar o céu.
Nuno Júdice
(Obrigada, Ana Passos, pela partilha deste poema.)

Bavaroise de Baunilha
Para 4 pessoas:
1 vagem de baunilha
200 ml de leite gordo
3 folhas de gelatina (6 g)
2 gemas
50 g de açúcar em pó
220 g de nata com um 35% de matéria gorda
Abrir a vagem de baunilha longitudinalmente, raspando bem todas as sementes.
Levar a ebulição o leite com as sementes e a vagem de baunilha e deixar repousar por algumas horas.
Coar o leite para retirar a vagem.
Lavar as folhas de gelatina , hidratar em água fria e escorrer bem.
Misturar as gemas com o açúcar e uma pequena parte do leite (apenas para dissolver).
Levar o leite com a baunilha a ebulição.
Retirar o leite do lume e verter sobre as gemas com o açúcar, mexendo.
Levar novamente ao lume, mexendo constantemente até que o creme cubra as costas de uma colher (para que não se corte, o creme nunca poderá ultrapassar os 85ºC).
Retirar o creme do lume e dissolver a gelatina, mexendo bem.
Verter o creme num recipiente dentro de um banho-maria com gelo (para que arrefeça rapidamente) mexendo até que comece a ficar mais espesso (20ºC).
Entretanto, bater a nata até que esteja espessa mas não em chantilly.
Incorporar a nata ao creme com movimentos suaves.
Repartir o creme por 4 copinhos e refrigerar até que esteja firme.
Doce de tomate:
500 g de tomates vermelhos maduros
100 g de açúcar
Retirar a pele e as sementes aos tomate e triturar a polpa.
Misturar o tomate com o açúcar.
Levar a lume brando até cozer e obter a textura desejada.
Retirar do lume e deixar arrefecer.
Montagem:
Cobrir cada copo de bavaroise com uma camada de doce de tomate e algumas amoras silvestres.
Decorar com chocolate branco.

