Parabéns!

Hoje é o dia do meu aniversário e sinto que o sol nasceu só para mim.
Uma imensa nostalgia acompanha todos os passos do meu dia e caminho sobre a ténue linha entre a luz e a sombra num desequilíbrio que não controlo e que me faz rir e chorar ao mesmo tempo.
Hoje a avó Leonor fez-me um bolo. Hoje ainda sou pequenina.

Bolo de fécula da avó Leonor
Bolo de fécula
8 ovos
250 g de açúcar
160 g de fécula de batata
Creme pasteleiro
400 ml de natas
600 ml de leite
6 gemas
200 g de açúcar
80 g de amido de milho
Casca de limão
125 g de coco ralado
Bolo de fécula
Pré-aquecer o forno a 180º C.
Untar com manteiga e forrar com papel vegetal duas formas com cerca de 22 cm de diâmetro.
Bater as gemas com o açúcar durante cerca de 15 minutos, ou até que tenham triplicado de volume e estejam esbranquiçadas.
Bater as claras em castelo.
Misturar um 1/3 das claras nas gemas, batendo até que esteja homogéneo.
Misturar as claras restantes, com cuidado, usando uma espátula.
Peneirar a fécula sobre a massa, aos poucos, misturando suavemente.
Dividir a massa pelas duas formas e cozer durante cerca de 15-20 minutos ou até que um palito inserido no centro do bolo saia seco.
Retirar do forno e deixar arrefecer completamente sobre uma grade de pastelaria antes de deseformar.
Creme pasteleiro
Misturar o açúcar com o amído de milho, um pouco de leite e as gemas.
Misturar o restante leite com a nata e a casca de limão, num tacho, e levar ao lume até ferver.
Verter sobre a primeira mistura, mexendo bem e levar de novo ao lume, mexendo regularmente até ferver e engrossar.
Retirar do lume, colocar o creme numa taça e tapar com película aderente, colocando a película “colada” ao creme para evitar que se forme uma crosta à superfície. Refrigerar até arrefecer. *
Antes de usar o creme, bater novamente.
Colocar uma metade de bolo num prato, espalhar por cima uma porção de creme e colocar a outra metade por cima.
Cobrir completamente o bolo com o creme e cobrir com coco ralado.
*para que o creme arrefeça mais depressa, pode colocar-se numa taça dentro de um banho-maria de água com gelo e bater até arrefecer completamente.

Janeiro, tangerinas e amêndoa
Esta semana foi difícil. Habituo-me com facilidade a deitar e a acordar tarde mas, inverter o processo torna-se bastante doloroso.
Desde há algum tempo que o meu relógio biológico anda completamente descompassado e, depois destas semanas de festa, o meu Jet lag é tal que até já duvidei se foi o pai natal ou eu quem passou todo um dia em viagem na distribuição das prendas.
Acordar tarde sabe-me especialmente mal no Inverno. A minha fotossíntese é condição essêncial de bem-estar e, quando os dias já duram tão pouco, há que aproveitar cada segundo de luz solar como se fosse o último.
Tenho feito um esforço enorme para entrar no compasso da normalidade e, mesmo com todos os sonos e insónias a que tenho direito, cada hora de dia me sabe melhor.
À sexta-feira, com o ritmo recuperado, não há festa que não pareça longínqua e, os dias de depuração são já mais do que suficientes para que uma inofensiva tangerina não suscite os pensamentos mais pecaminosos…
Bolo de amêndoa e tangerina
125 g de tangerinas cristalizadas
6 ovos
250 g de açúcar
230 g de amêndoa pelada e moída
Açúcar em pó para polvilhar
Pré-aquecer o forno a 160 º C.
Untar com manteiga e forrar com papel vegetal o fundo de uma forma com 24 cm de diâmetro.
Cortar as tangerinas e retirar os caroços. Triturar num robot de cozinha até que fiquem em puré.
Bater os ovos com o açúcar até que estejam brancos e espumosos e tenham triplicado de volume.
Juntar a tangerina e bater até que esteja uma massa homogéna.
Adicionar a amêndoa moída e misturar delicadamente com uma espátula.
Verter a massa na forma e cozer durante cerca de 1 hora/1h15 ou até que um palito inserido no centro do bolo saia seco.
Retirar do forno e deixar arrefecer antes de desenformar.
Desenformar o bolo sobre um prato forrado com película aderente para que a crosta do bolo não fique agarrada quando o inverter no prato para servir.
Polvilhar o bolo com açúcar em pó.
Servir o bolo com as restantes tangerinas e a calda.
Receita adaptada de Bill Granger
Tangerinas
(…) deixai-me agora falar
do fruto que me fascina,
pelo sabor, pela cor,
pelo aroma das sílabas:
tangerina, tangerina.
Eugénio de Andrade
Tangerinas cristalizadas
500 g de tangerinas
500 ml de água
350 g de açúcar
Escolhi tangerinas muito pequenas, de pele fina e sem caroços.
Lavar bem as tangerinas.
Colocar as tangerinas numa panela com água e levar ao lume, deixando ferver durante 20 minutos.
Escorrer toda a água e furar a pele das tangerinas com um palito.
Misturar a água e o açúcar numa panela e levar ao lume até ferver.
Juntar as tangerinas e deixar cozinhar durante cerca de 2 horas ou até que estejam translúcidas, tendo o cuidado de manter as tangerinas totalmente submersas.
Retirar do lume e deixar arrefecer.
Guardar as tangerinas dentro da calda, bem tapadas, no frigorífico.
Se forem colocadas num frasco esterilizado e fechado com vácuo duram vários meses à temperatura ambiente.
ou
Passar as tangerinas por abundante açúcar em pó e deixar secar sobre uma grade durante um dia.
Guardar dentro de um recipiente hermético.
Este Natal vou dar-te o arroz…
Doce, muito doce…
Arroz-doce de cesto (Beira Alta)
Para cerca de 4 a 6 pessoas:
250 ml de água
80 g de arroz carolino
Raspa de limão
Uma pitada de sal
1 l de leite gordo
4 gemas
200 g de açúcar
Canela moída para polvilhar
Misturar o arroz, a água, a raspa de limão e o sal e levar ao lume deixando ferver lentamente até que toda a água se tenha evaporado.
Adicionar o leite e deixar ferver lentamente até que o arroz esteja completamente cozido.
Misturar as gemas com o açúcar e juntar ao leite, fora do lume, mexendo bem.
Levar novamente ao lume até que as gemas cozam (não deixar ferver).
Retirar do lume e deitar o arroz-doce num prato fundo.
Deixar arrefecer completamente e servir polvilhado com canela moída.
Cozinha Tradicional Portuguesa – Maria de Lourdes Modesto
Chocolate por um sorriso

“As pessoas que consomem chocolate gozam de uma saúde mais constante e são menos propensas a apanhar uma série de pequenos males que ensombram a felicidade da vida…”
Creme de chocolate
Para 6 pessoas:
400 ml de natas com cerca de 35% de m.g.
1 vagem de baunilha
80 g de chocolate negro 70%
6 gemas
50 g de açúcar
1 pitada de sal fino
Abrir a vagem de baunilha longitudinalmente e raspar as sementes com uma faca.
Pôr a nata com a vagem e as sementes num tacho e levar ao lume até que comece a ferver.
Retirar do lume e deixar repousar por cerca de 15 minutos. Retirar a vagem.
Cortar o chocolate finamente e derreter em banho-maria. Arrefecer.
Misturar o chocolate com as gemas e bater até homogeneizar.
Misturar o açúcar e o sal e bater novamente.
Verter as natas sobre o preparado de chocolate e mexer bem.
Levar o creme ao lume, mexendo constantemente, até engrossar (o creme deve cubrir as costas de uma colher) e sem deixar ferver.
Retirar do lume e distribuir o creme pelos recipientes.
Refrigerar no mínimo cerca de 2 a 3 horas, para que fique firme.



















