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Churros (numa versão leve e vegan).

Quarentena.

O tempo é tão só meu neste afastamento, que percebo que não me pertence.
Os momentos em que a solidão é mais feroz, são também aqueles em que o sentimento individual perde o sentido. Há um destino colectivo que valida o afastamento do outro, mesmo quando não nos é pedido ou imposto.
Agora, urge a distância.

A separação morde, mesmo a um mínimo de um metro de segurança, no espaço vazio de um abraço, na ausência fria de um beijo. É por isso que, em legítima defesa, trinco pão e nozes, devoro o doce de tomate, e ainda ataco as bolachas. Quem disse que resistir era fácil?

Conto 19 amargos dias sem trabalhar, com a regra confirmada por um bolo.
Disseram que as contas não apresentam perigo de contágio, e não permanecem em isolamento. São inúmeras as questões que me coloco, sem as longas caminhadas que me ajudam a clarificar o pensamento. Ainda assim, penso na lógica de uma cadeia e no desenho de um círculo. Talvez esteja equivocada e seja antes um circo. Como acabei de comer pão, canto a ideia das feras.

Volto ao tema inicial e concentro-me na ambiguidade da distância que ora afasta, ora une: na saudade, na solidariedade, na luta por um bem maior e universal.

Longe de ser santa, faço um sermão aos gatos sobre a importância dos valores absolutos, e de como o respeito é a base de todas as relações. Convido-os a uma mesa redonda, com a fome necessária para provar a realidade do outro e sem julgamentos de entretenimento televisivo (poupem-me às unhas de fora). Insisto que é hora da partilha, do minuto de silêncio contra o silêncio e do segundo sem hesitação.

Salve-se quem pudermos.

Estou certa que vai ser mais fácil resistir a isto, do que ir desafiar outro pacote de bolachas.

(Acabei a fazer churros). Quem vai ficar redonda sou eu.

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Receita de Rabanadas Poveiras.

Corpo de Natal.

Cheio e redondo.

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Receita de Rabanada de Pão-de-Ló com Abóbora, Manga, Pinhões e Iogurte Grego.

Fora da Lei.

Tu és feito da mesma massa da meteorologia:
Choves. Liquefazes-te e emerges
transfigurado de existência
para esta ausência.
Nada se perde, tudo se cria.

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Receita de Bolos Fritos de Banana com Mel

Dó Ré Mi Fá Si

fritos_banana_04

Já é tão tarde e eu ainda estou acordada. Dou por mim a dizer coisas parvas e a imaginar cenas estapafúrdias. Não há nada pior do que ter esta sensação de pensar a tempo inteiro, mesmo quando o corpo pede para parar. Penso em tantas coisas e, às vezes, em todas elas misturadas ao mesmo tempo, como um daqueles bolos rápidos com grumos e tudo. Ando incrivelmente ansiosa para que tudo aconteça. Tenho que cumprir tantos sonhos que nem sei por onde começar.
Na espera, bolos de banana fritos. Com mel e com esperança.

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Receita de Bolinhos de jerimu ou abóbora menina (Viana do Castelo)

Menina e moça

bolinhos_jerimu_1

(…)
É que esta criatura, adorável, divina,
Nem se pode explicar, nem se pode entender:
Procura-se a mulher e encontra-se a menina,
Quer-se ver a menina e encontra-se a mulher!

Machado de Assis

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