Também há Natal para quem se porta mal…

Quando era pequenina, as semanas que antecediam o Natal traziam-me um exame de consciência profundo.
Temendo que as minhas maldades me pudessem privar dos tão ansiados presentes, agia como se o pai-natal me observasse a todo o momento e julgava-me a mim mesma a cada dia, para me certificar que nada poderia impedir a chegada do saco vermelho à minha porta.
É por isso que este ano, decidi abrir a época natalícia com a prenda para os meninos travessos…
… Aqui, o Natal é para todos…
O carbón dulce (carvão doce) é um presente de Natal típico de Espanha.
A tradição diz que os meninos que se portaram mal, em vez de presentes recebem carvão.
Como brincadeira, costuma dar-se carvão doce às crianças, antes das prendas, dizendo que é o “castigo” por se terem portado mal durante o ano. Apesar de tudo, o carvão é doce para que elas saibam que são boas e se podem portar melhor.
Antigamente o carvão doce era escurecido com fumo, mas agora é proíbido por questões de saúde e usa-se corante negro para conseguir o mesmo efeito.
Carbón dulce
70 g de glacé real
Corante alimentar negro
700 g de açúcar
230 g de água
Glacé Real:
1 clara (35 g)
5 gotas de sumo de limão
200 g de açúcar em pó
Corante alimentar negro.
Misturar todos os ingredientes até que fique uma massa homogénea.
Ao passar uma colher pelo centro da mistura, esta deve fazer “estrada” ficando o sulco marcado.
Juntar mais açúcar se necessário.
Adicionar corante alimentar negro.
Preparar uma formar rectângular forrada com papel vegetal e untar bem o papel.
Misturar o açúcar e a água num tacho, até 1/3 da sua altura.
Levar ao lume até que alcance os 126ºC, medindo a temperatura com um termómetro de açúcar.
Retirar do lume e juntar o glacé real.
Mexer com uma colher com movimentos circulares até que suba uma espuma branca.
Não parar de mexer até que a espuma volte a subir.
Verter sobre o papel e deixar arrefecer.
Partir o carvão em porções.
“Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante”

“Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante”.
Antoine de Saint-Exupéry, O Principezinho
Amanhã regresso ao Porto e encho-me de uma felicidade antecipada: a minha rosa é única no mundo.

Pétalas de rosa cristalizadas:
10 pétalas de rosa sem tratar
1 clara de ovo pasteurizada
50 g de açúcar
Lavar e secar as pétalas cuidadosamente.
Pincelar as pétalas com a clara de ovo.
Passar as pétalas com clara por açúcar cobrindo-as completamente.
Deixar secar num lugar sem humidade ou levar ao forno a 35ºC por algumas horas.



