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Ameixas…

012 Ameixas...




“(…) Enquanto o vento triste galopa matando borboletas
eu amo-te, e a minha alegria morde a tua boca de ameixa.”

Pablo Neruda




022 Ameixas...



Bolo de Ameixas

Para 8 pessoas:

112 g de manteiga amolecida
150 g de açúcar
2 ovos
120 g de farinha de trigo
1 colher de chá de fermento químico
1 pitada de sal

12 ameixas
1 colher de chá de canela moída
Sumo de limão q.b.
Açúcar q.b.

Pré-aquecer o forno a 180º C.
Untar com manteiga e polvilhar de farinha uma forma de 23 cm de lado.
Bater a manteiga com o açúcar até que fique um preparado cremoso.
Juntar a farinha peneirada com o fermento e o sal e depois os ovos, batendo até que a masssa esteja uniforme.
Estender a massa na base da forma alisando bem a superfície.
Lavar e descaroçar as ameixas.
Cortar as ameixas em fatias grossas e distribuir uniformemente por cima da massa.
Polvilhar com o açúcar e canela e regar com sumo de limão (a quantidade de açúcar e sumo de limão depende da doçura das ameixas).
Levar ao forno por cerca de 50 minutos ou até que um palito inserido no centro do bolo saia seco.
Servir morno ou frio.

Sugestão: Acompanhar com chantilly.

Fonte: New York Times

Um pingo de mel

021 Um pingo de mel

Requeijão, framboesa e pingo de mel

Para 6 pessoas

Xarope simples
500 g de açúcar
400 ml de água

Coulis de figo e framboesa
80 g de framboesas
80 g de figos
60 g de xarope simples

180 g de requeijão
6 figos
100 g de bolo
25 g de amêndoa laminada
Azeite extra virgem q.b.
Sal Maldon
12 framboesas

Xarope simples
Misturar o açúcar com a água numa panela e levar ao lume, deixando ferver até que todo o açúcar se dissolva (aproximadamente 2 minutos).
Deixar arrefecer e guardar refrigerado.

Coulis de figo e framboesa
Misturar as framboesas, os figos e o xarope simple e triturar no robô de cozinha durante 1 minuto.
Coar o coulis por um passador fino e refrigerar.

Pré-aquecer o forno a 160ºC.
Cortar cubos de bolo de 1 cm de lado.
Colocar o bolo sobre um tabuleiro e noutro tabuleiro a amêndoa laminada.
Levar ao forno durante cerca de 12 minutos ou até que estejam ligeiramente dourados.

Dividir o coulis bem frio pelos copos.
Desfazer o requeijão com a ponta dos dedos e distribuir pelos copos.
Distribuir pedaços de bolo e amêndoa laminada.

Pôr uma frigideira a aquecer em lume médio.
Cortar longitudinalmente os figos em duas metades e pincelar a parte cortada com o azeite.
Grelhar os figos com a parte cortada virada para baixo até estarem dourados e ligeiramente moles.
Retirar os figos do lume, colocar nos copos e povilhar com sal Maldon.
Dividir as framboesas pelos copos e servir imediatamente.


03 Um pingo de mel

A minha essência

01 A minha essência




Há dias que fazem as nossas vidas. Há pequenos lampejos que nos vão surpreendendo, aqui e ali, e deixam marcas eternas na nossa alma.
Lembro-me de alguns dias verdadeiramente importantes e são eles que, unidos ponto a ponto, dão um sentido à minha existência e fazem de mim quem sou.

Os meus momentos mais marcantes não são necessariamente bons, mas são sempre etapas de crescimento. Muitas vezes, são momentos em que há uma mistura de boas e más sensações, momentos que pedem uma pausa para uma reflexão interior e me conduzem a uma visão mais transparente do caminho.

Ultimamente, fui obrigada a parar para ordenar todas as minhas ideias e encontrar as respostas que me faltavam. A questão primordial é uma: – O que é que me faz feliz?!…

Quando era pequena, o meu refúgio ficava naquele lugar entre a caneta e o papel onde acabam as dimensões do tempo e do espaço. A solidão ajudava-me a perguntar e a compreender as coisas que parecem difíceis e os meus poemas conseguiam falar mais alto do que o meu grito mais agudo.
De um momento para o outro, deixei-me tornar incapaz e esqueci que há prismas em que a luz se desdobra em todas as cores.

Às vezes, sinto falta do que fui.

Falar nunca foi o meu ponto forte. A minha voz tem uma péssima memória e demora imenso até encontrar todas as palavras. As minhas mãos tremem, as minhas pernas tremem e não há movimento que eu faça que não denuncie o meu caos interior.

Sempre imaginei o meu trabalho em cozinha como um trabalho solitário e silêncioso mas, recentemente, tenho tido solicitações que não esperava e que viraram o meu mundo do avesso. Não tinha a certeza de ser capaz de enfrentar os meus medos, não estava segura de poder lidar com a pressão que representam os “olhos do público” e fui obrigada a fazer uma reflexão profunda àcerca de mim e do que quero fazer.

Hoje, marquei uma etapa importante com a minha estreia no Essência do Gourmet e, apesar de ter sofrido todos os defeitos de um coração inquieto, posso orgulhar-me de mais um passo em frente.

Não foi um dia perfeito. Foi um dia feliz.




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