Um brinde com gelados

Espero pelo Miguel no lugar de sempre.
A praça de Santa Eulália é mais feliz do que nunca na perspectiva de umas férias, e eu conto os impacientes segundos que ainda restam para a liberdade…
Enfim, o escritório já não passa de uma miragem e brindamos como crianças à nossa ilha deserta.

Gelado de iogurte com frutos vermelhos
Para 6 unidades:
250 g de iogurte grego
125 g de polpa de morango
125 g de polpa de framboesa
60 g de açúcar mascavado claro
40 g de mel (um mel que não seja demasiado forte)
Bater a polpa de morango com o iogurte, o açúcar e o mel até que esteja uma mistura homogénea.
Encher os moldes de gelado com o preparado e congelar.
Também se pode por o gelado numa sorveteira e congelar.
Para quem não tem sorveteira:
Verter a mistura numa forma de inox (refrigera mais depressa) e tapar com film.
Congelar até que se tenha formado uma parte dura nos lados, mas o centro ainda esteja ligeiramente mole.
Triturar o gelado para partir os cristais de gelo.
Voltar a congelar repetindo o mesmo processo pelo menos mais 2 vezes a cada 1 h -1h e meia.
Congelar 1 hora antes de servir.
O ideal é consumir os gelados no próprio dia ou num máximo de 3 dias.

O capricho de uma rainha…

E eis que um súbito desejo perturba a sua majestade… A rainha Cláudia quer uma tarte.

Tarte de Rainha Cláudia
Para 8-10 pessoas:
Massa:
250 g de farinha de trigo
125 g de manteiga amolecida
62.5 g de açúcar em pó
1 ovo
Pré-aquecer o forno a 200ºC.
Untar e polvilhar de farinha uma tarteira de uns 20 cm de diâmetro. Reservar.
Na batedeira:
Com o gancho de amassar, misturar a farinha com o açúcar.
Juntar a manteiga amolecida e misturar bem.
Por fim, misturar o ovo até que a massa esteja homogénea.
A massa deve ser trabalhada no mínimo de tempo possível, sem que se amasse muito.
Manualmente:
Fazer um vulcão sobre uma mesa com a farinha e o açúcar.
Colocar no centro o ovo e a manteiga e misturar até que a massa esteja homogénea.
Estender a massa sobre uma superfície ligeiramente enfarinhada.
Colocar a massa na forma.
Recheio:
4 ovos
500 g de crème fraîche
125 g de açúcar
10 ameixas rainha Cláudia*
Fazer um corte em forma de cruz na base de cada ameixa, cortando apenas a pele.
Levar um tacho com água a ebulição.
Entretanto, preparar uma taça com água e gelo.
Mergulhar as ameixas na água a ferver durante uns segundos ou até que a pele comece a soltar-se.
Retirar as ameixas da água a ferver e pô-las dentro da água gelada para cortar a cozedura.
Descascar as ameixas, puxando a pele e retirar o caroço.
Dispôr as ameixas sobre a base da tarte.
Bater os ovos com o creme fraiche e o açúcar.
Verter o creme sobre a massa.
Cozer até que o creme tenha coalhado e a massa esteja dourada.
Ao sair do forno, polvilhar com açúcar em pó.
Pincelá-las em frio com gelatina neutra ou de maçã.
*dependendo da qualidade dos ingredientes, assim será a qualidade da nossa comida.
Por favor, não destinem aos doces a fruta sem sabor.
Usar uma melancia sem sabor para fazer um gelado, só poderá resultar num gelado sem sabor. (isto porque houve muitas pessoas que me disseram que íam usar melancias insípidas que tinham comprado)
Da mesma forma, usar ameixas pouco doces ou verdes para uma tarte, resultará numa tarte com esse mesmo sabor.
Cheesecake…do outro mundo…

Experimentei vários, mas para o sabor deste não encontro palavras.
Ainda estou em extâse… o melhor cheesecake de sempre.

Cheesecake
Para uma forma de 20 cm de diâmetro:
Base:
70 g de bolacha digestiva
28 g de açúcar mascavado claro
42 g de manteiga derretida e fria
Triturar a bolacha com o açúcar até que fique em pó.
Misturar a manteiga derretida até que esteja uma mistura homogénea.
Recheio:
500 g de queijo creme (tipo philadelphia ou com a mesma percentagem de gordura)
170 g de açúcar
2 g de sal
140 g de ovos (aprox. 3 ovos)
14 g de gemas (aprox. 1 gema)
75 g de nata espessa (single cream)
3 ml de essência de baunilha (usar uma essência de qualidade)
Bater o queijo com o açúcar e o sal durante uns 3 minutos.
Bater os ovos e a gema e juntar em 4 vezes à mistura de queijo, batendo sempre.
Juntar a baunilha com a nata espessa e bater até que esteja homogéneo.
Pré-aquecer o forno a 160-165ºC.
Untar uma forma redonda com manteiga e forrar o fundo com papel vegetal.
Preparar a base de bolacha, pressionar sobre o fundo da forma e refrigerar.
Preparar o recheio e deitar sobre a massa.
Bater com a forma sobre a mesa para evitar borbulhas de ar.
Preparar um tabuleiro com água, colocar dentro o cheesecake e deixar cozer por 1 h e 15 minutos ou até que o centro esteja firme.
Retirar o cheesecake do forno e deixar arrefecer completamente.
Embrulhar a forma com película aderente e refrigerar durante toda uma noite.
Desenformar.
Para desenformar o cheesecake:
Aquecer ligeiramente os lados e o fundo da forma (com um maçarico, por exemplo).
Forrar o prato com que se vai desenformar com papel anti-aderente (para que a parte de cima não fique com marcas).
Passar o cheesecake para o prato final, virando-o.
Pode comer-se simples ou servir-se com frutos vermelhos.
Para fazer o coulis de morango basta triturar morangos, coá-los e misturar com açúcar em pó a gosto.

Pêra doce…

São 6 horas e, antes que seja dia, dirijo-me à cozinha com fome e sem piedade.
A insónia de uma pêra oferece-me companhia e vemos nascer a aurora sobre uma pilha de panquecas…

Panquecas de pêra:
Para umas 16 unidades de 6-7 cm de diâmetro:
200 g de farinha com fermento
80 g de açúcar demerara ou amarelo*
30 g de manteiga derretida e fria
1 pitada de canela
120 g de pêra crua sem pele (usei pêra ercolini)*
1 ovo
100 ml de leite
Misturar os ingredientes secos numa taça.
Juntar os líquidos e misturar até que a massa esteja homogénea.
Incorporar a pêra crua ralada.
Aquecer uma frigideira anti-aderente a lume brando.
Molhar um algodão em óleo e passar na frigideira.
Deitar colheradas de massa, deixar que cozinhem de um lado e virá-las do outro lado até dourar.
Retirar da frigideira mantendo-as quentes.
Entre cada nova panqueca, passar o algodão na frigideira.
Acompanhei com xarope de ácer e pinhões.
*usei açúcar demerara mas triturei-o no moinho de café até ficar fino. Parece-me uma boa opção substituir este açúcar por açúcar amarelo que já vem em pó.
*ercolini é uma variedade de pêra italiana de uma cor verde-amarelada que se encontra nos meses de Verão.
Tem uma pele fina e uma polpa branca, dura e sumarenta de sabor bastante doce.
Esta pêra deve ser consumida sem que esteja demasiado madura.
Nota: as panquecas, ao contrário dos crepes, devem ser fofas e grossas e por isso devem colocar-se colheradas de massa sem as espalhar na frigideira.

Sonho de uma noite de Verão

Um mergulho entre duas bolachas…

Bolachas de cacau com gelado de nata
Para 8 unidades:
Bolachas de cacau (16 unidades)
200 g de farinha de trigo
200 g de manteiga amolecida
30 g de cacau (100% cacau!!!)
50 g de açúcar em pó
1 ovo
1 pitada de sal
Peneirar a farinha com o sal, o açúcar e o cacau.
Juntar a manteiga e amassar.
Juntar o ovo batido sem parar de bater.
Tapar a taça da massa com película aderente e refrigerar por 30 minutos/1 hora ou até que a massa esteja muito fria e dura.
Estender a massa entre duas folhas de papel vegetal até que tenha uns 0.5 cm de altura.
Refrigerar novamente até que esteja bem fria.
Preparar um tabuleiro de forno com papel vegetal.
Retirar a massa do frigorífico e com um molde cortar as bolachas.
Dispor as bolachas sobre o tabuleiro.
Refrigerar novamente.
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Cozer as bolachas durante uns 10 minutos.
Retirar do forno e deixar arrefecer.
* a massa que sobra por entre os círculos pode voltar a unir-se, refrigerando e estendendo novamente.
Cortar o gelado em fatias de 2 cm de largura.
Com o mesmo molde com que se cortaram as bolachas, cortar porções de gelado e congelar até que fiquem firmes.
Colocar uma porção de gelado entre cada 2 bolachas e congelar novamente.
Retirar as bolachas do congelador algum tempo antes de as servir para que o gelado amoleça.
Fonte: Jordi Roca

