Think Pink
Ameixas marinadas em champagne, hibiscus e rooibos com sorvete de framboesa e um biscoito crocante.
Calda:
1 l de champagne
200 g de açúcar
10 ameixas
10 g de hibiscus
20 g rooibos
¼ de pau de canela
Ferver o champagne com o açúcar 1 a 2 minutos, até que este se dissolva.
Retirar do lume e infusionar as ervas e a canela.
Coar e reservar.
Pôr uma panela de água a ferver.
Preparar uma taça com gelo e água.
Fazer um corte em forma de cruz na parte inferior das ameixas, cortando apenas a pele, sem chegar à polpa.
Escaldar as ameixas durante uns segundos. Pô-las rapidamente na água com gelo, para que pare imediatamente a cozedura.
Pelar as ameixas a partir do corte dado.
Deitar a calda (que já não deve estar quente) sobre as ameixas.
Deixar macerar por 1 hora, pelo menos.
Servir frias.
Sorvete de framboesa:
1 l água
1 kg de açúcar
1 kg de polpa de framboesa
Sumo de 1 limão
Preparar um xarope com a água e o açúcar, fervendo 1 minuto até que o açúcar se dissolva.
Deixar arrefecer completamente (só se utiliza em frio).
Misturar o xarope com a polpa e o sumo de limão.
Pôr na sorveteira.
Crocantes de laranja e amêndoa
120 g de açúcar
90 ml de sumo de laranja
48 g de manteiga derretida
72 g de amêndoa moída
Umas gotas de sumo de frutos vermelhos.
Pré-aquecer o forno a 190ºC.
Misturar todos os ingredientes.
*Estender sobre um sil-pat e pintalgar com sumo de frutos vermelhos.
Cozer uns 10 minutos (depende do tamanho do molde e da grossura).
Deixar arrefecer para que fiquem crocantes.
Guardar com gel de sílica para que se mantenham duros.
*Recortar um molde num acetato com a forma desejada.
Espalhar a massa sobre o acetato, retirando-o de seguida.
Pastéis de feijão da avó Leonor…
Foi num tempo que mal recordo, num tempo em que tinha demasiado tempo para que lhe desse algum valor, num tempo em que não me apercebi do enorme vazio que significa perder alguém…
Quando perdi a minha avó Leonor, perdi uma parte do meu nome e a resposta a todas as perguntas que ainda não tinha formulado.
Às vezes, e apesar de toda a minha aparente descrença, gosto de a sentir ao meu lado, do apoio que me dá em cada passo do meu caminho e do seu intuitivo “toque especial”.
Hoje, partilho os seus pastéis de feijão, com a mesma generosidade que ela teria: a melhor cozinheira do mundo.
Pastéis de Feijão:
Para 12 unidades:
Massa Tenra:
100 g de farinha de trigo
15 g de manteiga
Leite q.b. (uns 50 ml)
Uma pitada de sal
Amassar tudo até que fique homogéneo.
Descansar 1 hora, tapada com film.
Recheio:
500 g de açúcar
125 g de polme de feijão branco cozido (passado e sem pele)
125 g de amêndoa moída
12 gemas
Açúcar em pó (para polvilhar)
Pôr o açúcar ao lume com um pouco de água até que alcance o ponto de espadana (117ºC e 40 Bé).
Juntar o polme de feijão e ferver um pouco.
Juntar a amêndoa moída e ferver um pouco mais.
Tirar do lume e juntar as gemas passadas pela peneira, mexendo sempre para que não talhe.
Levar de novo a lume brando, mexendo por 10 minutos.
Deixar arrefecer.
Pré-aquecer o forno a 225ºC.
Estender a massa sobre uma superfície polvilhada de farinha até que fique muito fina.
Forrar 12 forminhas com a massa e rechear.
Cozer sobre um tabuleiro de forno por 20-25 minutos.
Bolas… feitas à mão…
Depois de toda uma manhã a fazer bolas de Berlim (das 9h às 15h com tempos de espera) faltava-me o delicioso creme amarelo tão português, que sempre recordo com saudade…
Comecei com mais uma das minhas pesquisas e não encontrei uma única receita com um resultado igual, ou sequer parecido, com o que sempre me habituei a ver na montra das pastelarias…. Minto!… Afinal, acabava de descobrir uma única receita e ilustrada com um creme bem amarelo!!!
Embora desconfiada, fiz tudo por acreditar no resultado e pus mãos à obra.
Mesmo com todas as alterações necessárias para lhe dar algum sentido (foram ovos moles com creme, ovos moles com nata, creme com 20 gemas, caldas e caldas com pontos)… fiquei apenas com caixas e caixas de ovos de desperdício e um creme muitooooo longe de se parecer com o “original”…
(Deixam-me abismada as receitas inventadas, nunca testadas, sem pés nem cabeça e imagens que não correspondem à realidade, deixam-me irritada as coisas impossíveis publicadas sem o menor amor ou pudor).
Acabei por fazer um creme pasteleiro normal, sem a cor amarelo corante, amarelo pó, o pó que se compra preparado para rechear a maioria dos bolos portugueses.
Sendo apologista do uso de ingredientes da melhor qualidade (por favor um bom chocolate, um bom vinho e apenas manteiga!!!) tive uma tremenda desilusão ao perceber que o sabor guardado da minha infância vem num pacote e se mistura com água…
…Espero ansiosamente por uma resposta em contrário…
Bolas de Berlim
Para 25 bolas:
Massa mãe:
5 g de levedura fresca
180 ml de água mineral a 20ºC
165 g de farinha forte (para pão, tipo 65)
110 g de farinha fraca (a de trigo corrente)
Para a Massa:
150 g de farinha forte
100 g de farinha fraca
11 g de flor de sal
65 g de açúcar fino
5 gemas
60 g de levedura fresca
60 ml de leite gordo
65 g de manteiga em quadradinhos
2 panos de cozinha e farinha para polvilhar
Açúcar em pó, ou fino para polvilhar no final
Para fritar:
1 l de óleo de sementes de uva ou margarina
Preparar a massa mãe:
Desfazer a levedura numa taça, juntar a água e mexer até que se dissolva.
Pôr uma peneira sobre a taça e juntar as farinha.
Misturar até obter uma massa homogénea e líquida.
Cobrir com um pano ou film e deixar fermentar cerca de 1 h e meia / 2 horas.
(a massa está pronta quando se formem pequenas bolhas à superfície).
Preparar a massa:
Pôr a massa mãe na batedeira (com o gancho de amassar).
Incorporar as farinhas peneiradas, a flor de sal, o açúcar, as gemas e a levedura dissolvida no leite.
Amassar em velocidade média por 20 minutos. (A massa deve desprender-se das paredes do recipiente).
Incorporar a manteiga aos poucos, enquanto continua a bater até que a massa esteja homogénea.
Passar a massa para uma taça coberta com film ou um pano e deixar que duplique de volume.
Pressionar a massa fermentada para que recupere o seu volume inicial.
Dividir a massa em 25 bolas redondas e dispor sobre um pano enfarinhado com 5 cm entre si. Cobrir com outro pano e deixar que dupliquem de volume.
Aquecer o óleo a 160ºC* e fritar as bolas 10 a 12 minutos, virando a meio da cozedura.
Escorrer bem sobre um papel de cozinha ou pano à medida que se vão fritando.
* a temperatura do óleo é mesmo muito importante…ou as bolas ficarão queimadas em pouco tempo!…
Rechear com creme, doce, ganache de chocolate, doce de leite…eu fiz um creme pasteleiro.
Abrir as bolas e rechear ou encher um saco pasteleiro de creme com um bico médio e fazer um pequeno orifício no centro da bola, para introduzir o recheio.
Polvilhar com açúcar fino misturado com canela ou açúcar em pó.
Creme pasteleiro:
300 ml de nata
600 ml de leite
200 g de açúcar
80 g de maizena
3 gemas
Raspa de limão, laranja, pau de canela, baunilha
Numa taça misturar as gemas, o açúcar, a maizena e uma parte do leite (o suficiente para que tudo se dissolva).
Aquecer o leite e a nata com os aromatizantes.
Deitar o leite e a nata quentes sobre a mistura de gemas, mexendo sempre.
Coar.
Levar de novo ao lume, mexendo sempre, até que engrosse e sem que ferva.
Arrefecer mexendo constantemente, tapar com film sem que haja ar entre este e o creme.
Refrigerar até usar.
Massa: Pierre Hermé
Um gelado e um crocante…
Trocavam olhares, desviavam e sorriam… o gelado até se derretia…3 bolas de especiarias apaixonadas por um crocante.
Gelado de especiarias:
1 l de leite
300 ml de nata
9 gemas
300 g de açúcar
3 g de café solúvel
1 pitada de baunilha
1 c.s. Canela, cardamomo, noz moscada, chá, anis, gengibre…
1- Ferver o leite com 100 ml de nata e as especiarias. Juntar o café, deixar repousar e coar.
2- Montar as gemas com 150 g de açúcar.
Juntar o preparado 1 ainda quente, sem parar de bater. (para pasteurizar as gemas)
3- Caramelizar 150 g de açúcar, juntar os 200 ml de nata quente (para que não suba demasiado depressa nem salpique).
Misturar o preparado 3 ao 2+1.
Pôr na máquina de gelados ou congelar mexendo de meia em meia hora para tirar os cristais de gelo.
Crocantes com nozes
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Misturar manteiga derretida, açúcar, claras e farinha de trigo em partes iguais.
Estender sobre um sil-pat (tapete de silicone) com o feitio desejado e polvilhar com pedacinhos de nozes.
Cozer durante 5 minutos ou até que as bordas estejam ligeiramente douradas.
Deixar arrefecer para que endureçam.
* polvilhei com açúcar em pó, canela e cacau.
O abrigo de um Verão molhado…
O calor torna-se pesado e o céu negro funde-se sobre o verde pálido da paisagem… Corremos para casa: o nosso petit Trianon e um verão sujo de molhado.
Trianons
Para 30 unidades:
Massa de baunilha:
150 g de manteiga
100 g de açúcar em pó
½ g de essência de baunilha
2 g de sal
50 g de ovo
50 g de amêndoa em pó
250 g de farinha de trigo
Misturar a manteiga e o açúcar até que fique homogéneo.
Juntar a baunilha, o sal, o ovo, a amêndoa em pó e por último a farinha peneirada.
Estender sobre uma folha de papel vegetal e refrigerar por 1 hora.
Massa de chocolate:
150 g de manteiga
100 g de açúcar em pó
2 g de sal
50 g de ovo
30 g de amêndoa em pó
250 g de farinha de trigo
25 g de cacau
Misturar a manteiga e o açúcar até que fique homogéneo.
Juntar o sal, o ovo, a amêndoa em pó e por último a farinha peneirada com o cacau.
Estender sobre uma folha de papel vegetal e refrigerar por 1 hora.
Montagem:
Estender as massas com 7 mm de espessura.
Cortar tiras de 30 cm de comprimento e 4 cm de largura.
Sobrepor as tiras alternadamente, pintando com ovo para que adiram umas às outras.
Refrigerar 1 hora mais.
Cortar fatias entre 5 e 7 mm de espessura.
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Dispor as bolachas num tabuleiro com papel vegetal.
Cozer por 10 minutos.

Sugestão: Estender a massa que sobrou. Pôr uma massa sobre a outra. Enrolar formando um cilindro e cortar às rodelas.

























