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Receita de Salame de chocolate branco com avelãs e bolachas de canela

Luz

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Não me lembro das palavras com nitidez. Lembro a noite como foi e, em Agosto, o Verão ainda tinha todos os sonhos em aberto. Havia as estrelas por cima, as estrelas por dentro e as que saíam da tua boca. Falavas sobre a luz e, nesse momento, a física quântica pareceu-me mais poética que “o processo de eliminação de sombras” de Cesariny.
É fugaz o meu pensamento. Um cavalo alado nesta janela limpa onde lavo os olhos de azul. Mais que isto, “foi a tarde e a manhã, o dia primeiro.” Haja luz.

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Receita de Bolo de chocolate branco

A Primavera tem destas coisas…

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Morangos, dias de sol e a mais pura felicidade!

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Receita de Bolo de laranja com morangos

Frutos

bolo de laranja com morangos

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Receita de Bolachas de gengibre e limão

Um frasco de limão e gengibre

Bolachas de gengibre e limão

Comer as bolachas e as palavras.

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Receita de Crumble de aveia e baunilha com maçã e ruibarbo

Doce Lisboa

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Não conheço nada de Lisboa e pergunto-me como é possível se o meu pai é daqui. O Miguel deixa-me no centro, enquanto vai dar mais um curso Nikon, e eu guardo religiosamente o beijo e o papel com a morada para lá ir ter depois. Devia estar entusiasmada com uma cidade por descobrir, mas sinto-me como uma turista acabada de aterrar do outro lado do mundo, com jet lag e muito cansaço.

Sento-me numa pastelaria e mal tenho tempo de juntar as letras da fachada para lhe formar o nome -Bénard- quando surge um simpático empregado a atender o meu pedido. Peço o meu café, o terceiro desde que sai do Porto, às seis da madrugada, com as minhas quatro míseras horas de sono e volto a olhar para o nome do sítio para me certificar que não perdi nenhuma letra. Sim, está correcto. O número é o cento e quatro e, enquanto espero, divido a minha atenção entre o espectáculo surreal de um homem com uma pandeireta a“cantar” coisas incompreensíveis e um homem estátua todo banhado a dourado, suspenso em poses acrobáticas. Afinal, também quero um pão com queijo.

Não sei o que fazer com tantas horas que me restam. Tiro da carteira a minha sebenta e a bic azul e entretenho-me a planear sobremesas mas, mesmo assim, é inevitável que já não saiba que a senhora sentada na mesa ao meu lado esquerdo é a dona da pastelaria e que o senhor sentado ao meu lado direito está a falar ao telemóvel com alguém de Tomar e tem um filho que vive lá. Tem uma escola de música em Lisboa onde faz o que gosta e acredita que as coisas têm que ser feitas com paixão. Eu também acredito.

Este crumble foi feito assim.

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